Para Berger, Luckmann (1985, p. 176) “a identidade é objetivamente definida como localização em um certo mundo e só pode ser subjetivamente apropriada juntamente com este mundo. Dito de outra maneira, todas as identificações realizam-se em horizonte que implicam em um mundo social específico”.
Para Maffeoli (1987, apud BARRETO, 2000, p. 46) “O conceito de identidade implica no sentimento de pertença a uma comunidade imaginada cujos os membros não se conhecem, mas partilham importantes referências comuns: uma mesma história, uma mesma tradição”.
Para Hall, Silva, Woodward (2000, p. 9) “A identidade é marcada pela diferença”.
Compreende, então, que Identidade é tudo aquilo que pode representar um determinado grupo. O que o pertence desde a sua construção histórica a formação cultural. Podendo ser elo de ligação entre os membros que a possuem e produzem.
Aponta-se que as Identidades são adquiridas e transformadas pelas diferenças entre os indivíduos. Pois só faz parte daquele grupo quem apresenta características específicas que formam um mundo específico. Assim as diferenças ajudam na formação de sociedades com identidades diferentes. Mas porque ela pode ser adquirida e transformadas?
Berger, Lukmann (1985) apontam que Identidade nasce da socialização do indivíduo, já que para eles o mesmo não nasce membro de uma sociedade, nasce com predisposição para sociabilidade. E esta socialização acontece em dois momentos com o que chamam de socialização primária e socialização secundária. A primária é quando o indivíduo ainda criança absorve significados de outros, sendo esta identidade característica dos outros. A secundária é a interiorização de submundos, o conhecimento de funções específicas.
A transformação ocorre porque a sociedade é dialética, dinâmica. A todo momento passa por transformações que influenciam direta e indiretamente a Identidade das sociedades existentes. Um exemplo disso é a globalização citada por Hall, Silva, Woodward (2000) que pode distanciar a identidade das origens ou ser elemento de resistência, afirmação da identidade.
Os símbolos são representações da identidade, segundo Hall, Silva, Woodward (2000, p. 14):
A identidade é, na verdade, relacional, e a diferença é estabelecida por uma marcação simbólica relativamente a outras identidades (na afirmação de identidades nacionais, por exemplo, os sistemas representacionais que marcam a diferença podem incluir um uniforme, uma bandeira nacional ou mesmo os cigarros que são fumados (...) A representação inclui as práticas de significação e os sistemas simbólicos por meio dos quais os significados são produzidos, posicionando-nos como sujeito. È por meio dos significados produzidos pelas representações que damos sentido a nossa experiência e aquilo que somos (...) A representação, compreendida como um processo cultural, estabelece identidades individuais e coletivas e os sistemas simbólicos nos quais ela se baseia fornece possíveis respostas: Quem eu sou? O que poderia ser? Quem quero ser?
Os símbolos caracterizam o que são? Que processo cultural pertencem? As características individuais e/ou coletivas. Eles são elementos de identificação. Com ele o indivíduo se apresenta conforme se assemelha, diferenciando dos outros grupos sociais.
Discuti-se maneiras, técnicas de conservação de identidades. Já que por essas transformações, autores apontam que a identidade, em algumas sociedades, tá passando por momentos de crise. Crise que para Berger, Luckmann (1985) parte muito do contato com o diferente.
Saber que identidade pertence é reconhecer a si mesmo quanto indivíduo. Buscar diferenças que o mais especificam a determinado grupo. Semelhanças simbólicas que representam o que se acredita, objetiva e pertence. Identidade nada mais é do que responder a uma única pergunta: O que eu sou?
Sabendo quem é, se chega na busca de conservar as qualidades e melhorar os defeitos. Pois se acredita que o indivíduo dificilmente é conformado consigo mesmo. E como o mesmo não vive isolado sofre e gera influencia a outros. Identidade é algo complexo de se definir, mas fácil de compreender.