quinta-feira, 19 de maio de 2011

Museu Paraense Emílio Goeldi também é um Jardim Botânico.



           Em 6 de outubro de 1866 foi criada a Associação Philomática, iniciativa de Domingos Soares Ferreira Penna (Mineiro, autodidata, jornalista e naturalista. Chegou a Belém em 8 de setembro de 1858) que mais tarde tornara-se o Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG. O zoólogo suíço Emílio Augusto Goeldi, o qual dá nome a instituição, em 1985 liderou uma produtiva equipe de cientistas e técnicos aumentando e preservando acervos em torno da fauna e da flora da região amazônica. O Museu passou a ser espaço, também, de atividades de extensão e difusão científica – culturais principalmente, após a criação do Parque Zoobotânico em 1985.
            O Museu Paraense Emílio Goeldi está vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT, é uma instituição científica reconhecida nacional e internacionalmente, segundo Quadros (2006). Desenvolve estudos e pesquisas nas áreas científicas: Botânica, Zoologia, Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia. Espaço de estudos de pesquisadores de diferentes nacionalidades. O Museu Goeldi apresenta três bases científicas: o Parque Zoobotânico, o Campus de Pesquisa e a Estação Científica Ferreira Penna ². De acordo com Quadros (2006, p. 3):  

“sua missão é produzir e difundir conhecimentos e acervos sobre sistemas naturais e socioculturais relacionados à Amazônia, assim como, catalogar e analisar a diversidade biológica e sociocultural da Região Amazônica. Levando suas pesquisas ao conhecimento do público, contribui para a formação da memória cultural e para o desenvolvimento regional”. 

            O Parque Zoobotânico, segundo Bastos (2011), expõe uma vegetação representativa da flora amazônica, composta de 3000 espécimes, distribuídas em 64 famílias e 300 espécies entre elas o Pau-Rosa, Samaúma e Mogno. O Campus de Pesquisa concentra as Coordenações de Botânica, Zoologia, Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia, Informação e Documentação, Planejamento, além dos laboratórios institucionais. A Base científica do Museu Goeldi localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã no Município de Melgaço – PA, possui cerca de 33 mil hectares, destina-se a estudos científicos de longo prazo e a formação de recurso humano, visando contribuir para um melhor conhecimento dos ecossistemas tropicais e de seu uso pelas populações regionais.
            De acordo com Bastos (2011) “foi requerido através, da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, o registro do Museu Goeldi como Jardim botânico, e a partir de 2003, quando o registro foi concedido, atua desenvolvendo os objetivos de um Jardim Botânico designados pelo CONAMA”. Uma vez que o Museu Paraense Emílio Goeldi
se enquadra na resolução do CONAMA com as funções de Jardim Botânico: 1) - promover a pesquisa, a conservação, a preservação, a educação ambiental e o lazer compatível com a finalidade de difundir o valor multicultural das plantas e sua utilização sustentável; 2) - proteger, inclusive por meio de tecnologia apropriada de cultivos, espécies silvestres, ou raras, ou ameaçadas de extinção, especialmente no âmbito local e regional, bem como resguardar espécies econômica e ecologicamente importantes para a restauração ou reabilitação de ecossistemas; 3) - manter bancos de germoplasma “ex-situ” e reservas genéticas “in situ”; 4) - realizar, de forma sistemática e organizada, registros e documentação de plantas, referentes ao acervo vegetal, visando plena utilização para conservação e preservação da natureza, para pesquisa científica e educação; 5) - promover intercâmbio científico, técnico e cultural com entidades e órgãos nacionais e estrangeiros e 6)  - estimular e promover a capacitação de recursos humanos. Desta forma, o Museu Goeldi é um dos Jardins Botânicos cadastrados na RBJB.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

I GINCANA HISTÓRIA E MEMÓRIA DO BAIRRO DA TERRA FIRME.




A “I Gincana História e Memória do Bairro da Terra Firme” é uma gincana cultural em que o projeto Ponto de Memória da Terra Firme em parceria com o Museu Goeldi buscará levantar a história e memória do Bairro. Tem como objetivo divulgar o projeto para a juventude do Bairro. O Ponto de Memória da Terra Firme parte do Programa Ponto de Memória do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM em Parceria ao Programa Nacional de Segurança Cidadã – PRONASCI. Segundo o Ibram:

Pontos de Memória: Pautado na gestão participativa e no protagonismo comunitário, o Programa apóia o empoderamento social daqueles grupos que ainda não tiveram a oportunidade de contar suas histórias e memórias através dos museus, incentivando a apropriação destes equipamentos pelas comunidades, de forma que se sintam representadas e valorizem a identidade local. É resultado de parceria do Ibram com o Programa Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, com o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça e com a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI. Além da cidade de Belém – PA, o Programa vem apoiando ações de memória nas cidades de Belo Horizonte – MG, Brasília – DF, Curitiba – PR, Fortaleza – CE, Maceió – AL, Porto Alegre – RS, Recife – PE, Rio de Janeiro, Salvador – BA, São Paulo – SP.

O Ponto de Memória é uma oportunidade de chamar a atenção para o bairro no que diz respeito a memória, história e cultura não ficando em torno da problemáticas da violência. Um Ponto de Memória é incentivo para que a memória de um lugar, de um povo, de uma comunidade não fique apenas na memória. Incentivo para que esta memória se transforme em história. Esse é o objetivo do Bairro da Terra Firme, que a memória desse bairro se estenda por longos anos e que a comunidade se aproprie da sua memória fazendo dela um instrumento de valorização da sua identidade, ou seja, a valorização do Eu.
          
           O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme tem a parceria com o projeto “O Museu Goeldi leva Educação em Ciência à Comunidade” de responsabilidade do Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG. O objetivo principal do projeto é valorizar as práticas comunitárias que estimulem o desenvolvimento pessoal e de coesão social, em prol de melhorias em suas condições de vida e o reconhecimento de sua identidade. Favorecendo assim o envolvimento do Museu Goeldi no projeto Pontos de Memória.
          A Gincana está constituída de cinco etapas, onde cada etapa tem uma pontuação específica que será somada ao término de cada tarefa, tendo cada equipe no final do dia, sua pontuação total. As etapas serão: musical, teatral, apresentação de fotografia antigas e que retratem o cotidiano do bairro, apresentação de vídeo contendo uma entrevista com alguma personalidade do bairro e a produção de uma arte que possa servir como logomarca do Projeto Ponto de Memória da Terra Firme. .
          O Bairro da Terra Firme almeja que este ponto um dia se transforme em um Museu. Museu este que registrará e divulgará toda uma história construída ao longo desses anos. Portanto, a I Gincana História e Memória do Bairro da Terra Firme irá contribuir para a pesquisa em torno da memória e da história do bairro e ainda envolver o jovem da Terra Firme com a preocupação de conhecer a história do lugar em que vivem.